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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Acupuntura em cães




A Acupuntura Veterinária começou a ser realizada na Dinastia Chang (1765 a 1123 a.C.) no tratamento de cavalos de sacerdotes feridos em batalhas na China. A partir dessa época surgiram descrições sobre tratamentos utilizando diferentes técnicas na acupuntura em animais. A acupuntura em pequenos animais (cães e gatos) se desenvolveu mais no Ocidente, principalmente na Europa e na América do Norte.
A acupuntura nos animais possui um efeito semelhante ao nos humanos, estimulando terminações nervosas, que conduzem esse estímulo até áreas do cérebro.
A acupuntura veterinária tornou-se popular por ser uma terapia segura, rápida e eficiente.
É útil em qualquer enfermidade, utilizada como tratamento principal ou auxiliar.

Os principais benefícios da acupuntura veterinária são:
- Indicada para animais de qualquer idade ou sexo
- Pode ser utilizada em qualquer enfermidade ou localização
- Não causa dor ao animal nem reações adversas
- Não possui contra-indicação

Principais enfermidades que podem ser tratadas através desta terapia:

- Problemas respiratórios (asma, bronquite)
- Problemas musculares (miosite)
- Problemas relacionados a estrutura óssea (hérnia de disco, osteofitos, osteartrite, osteoartrose, displasia coxo-femural, displasiado cotovelo, subluxação de patela, etc)
- Problemas dermatológicos (atopia, sarna demodécica)
- Problemas gastro-intestinais (gastrite, diarréia, constipação, fecaloma)
- Problemas reprodutivos
- Problemas neurológicos (convulsão, paralisia, cinomose)
- Tratamento paliativo ao câncer
- Auxiliar na recuperação pós-cirúrgica
- Problemas urogenitais (cistite, incontinência, calculos vesicais e renais, insuficiência renal)

A acupuntura veterinária também é utilizada como tratamento auxilar para casos de viroses, distúrbios endócrinos, patologias oculares e como coadjuvante de tratamentos convencionais através de medicação.

Obesidade canina cuidado




Os numerosos séculos de domesticação deram ao cão o privilégio de ser o mais cuidado dos animais domesticados pelo homem. Isto significa que pode desfrutar de bons pratos de comida, e também compartilhar os nossos maus hábitos e as manias da civilização. Ou seja, assim como os seres humanos, os cachorros também vem sofrendo com a obesidade. Mas diferente de nós, eles comem o que lhes é servido, o que significa que os responsáveis pela obesidade canina são os próprios humanos.

A imagem de um cachorro gordo como sinônimo de animal cheio de vida pertence ao passado; é necessário conhecer as consequências nocivas derivadas de um estado de excessiva gordura para não deixar que se produza, e menos ainda favorecer a obesidade, muitas vezes reflexo de um carinho mal entendido para com um animal de estimação. Muitos acham que um animal gordo é sinônimo de fofura. Outros enchem-nos de comida porque acham que comida é amor e que eles devem satisfazer todas as vontades do cão ou do gato. Mas esses hábitos não só diminui a qualidade de vida do animal, como está encurtando o tempo que ele ficará ao lado do dono, ou seja, sua vida será mais curta por conta de todos os problemas de saúde que a obesidade traz consigo.
 30% dos cães sofrem desse problema

Aproximadamente um terço dos cães de estimação sofrem deste problema, que afeta mais as fêmeas que os machos e, segundo alguns, certas raças mais do que as outras. Os cachorros castrados também tendem a engordar mais que outros, por isso é muito importante que esses animais tenham a alimentação ainda mais vigiada.


Como saber se o meu cachorro está obeso?

A obesidade é mais “um acúmulo excessivo de gorduras do corpo” do que “excesso de peso”, pois este excesso pode-se verificar também por uma retenção de água ou devido a uma importante massa muscular. No entanto, a avaliação da gordura é relativamente subjetiva, deve-se levar em conta para esta análise o indivíduo, a raça ou a morfologia. A obesidade traduz-se fisicamente por uma certa deformação, devida aos depósitos de gorduras generalizadas ou localizadas em certas partes do corpo.

Para o diagnóstico, o veterinário fundamenta-se na apalpação do tecido adiposo que cobre o tórax: em estado normal, as costelas do cão são apenas discerníveis ao olhar, mais fáceis de apalpar. O zootécnico dispõe, para este tema, no seu arsenal de fórmulas, de uma equação de relação entre peso de um cão e seu perímetro torácico; ainda que de forma aproximada, esta fórmula (P=80 c³, onde P representa o peso em quilogramas e c o perímetro torácico, em metros) permite ter uma aproximação do grau de desvio relativamente a uma proporção normal. Finalmente, pode-se recorrer a tabelas de medidas editadas pelos clubes, porque, de uma raça para outra, para uma mesma altura e cernelha, os pesos variam muito.


Meu cão está obeso. O que devo fazer?

O olhar do cinófilo, do veterinário que o trata, a balança e as suas próprias impressões estão de acordo: o seu cão está obeso. Como se chegou a isso? De longe, em relação a todas as outras, a primeira causa da obesidade é a superalimentação. É realmente necessário constatar que os cães obesos devem o seu peso excessivo, em gordura corporal, a uma ração muito energética. Sem contar aqueles donos que tratam os cães cheios de guloseimas, como queijos (que são muito gordurosos), pão, frios e até chocolate, que é tóxico e pode matar.

Os dietistas falam de balanço positivo de energia. Para uma alimentação equilibrada, este balanço deve ser nulo, ou seja, os acréscimos alimentares devem compensar exatamente os gastos enérgicos devidos à atividade física (esporte, caça, guarda, etc) ou às necessidades fisiológicas (crescimento, gestação, lactação, luta contra o frio, etc). Se os acréscimos forem maiores do que as necessidades, mesmo durante um curto período da sua vida, o cão engordará. É o mesmo que acontece com os seres humanos. Se você come mais do que gasta, você engorda. Se gasta o que come, mantém o peso. E se gasta mais, emagrece. Basta levar isso em consideração quando for pensar no cachorro.

Se o seu cão sofre de excesso de gordura, é necessário rever a sua alimentação, e assegurar-se de que os quilos supérfluos não se devem a outros desajustes.

Talvez não seja porque seu cão come muito.
A origem da obesidade nem sempre é a superalimentação. Estima-se que 25% dos cães obesos sofram de hipotiroidismo. Por outro lado, conhece-se a tendência dos animais castrados para ganharem peso (as estatísticas mostram que esta tendência aumenta nas fêmeas) mas parece que a esterilização induz à obesidade apenas pelas razões psíquicas que dela resultam, pois as injeções de hormônios sexuais nos animais castrados não corrigem o peso adquirido.

Ao contrário, as glândulas supra-renais produzem muito cortisol, que desenvolve a síndrome de Cushing, caracterizada por um abdomem dilatado, queda do pêlo e músculos fofos. Um animal que apresente estes sintomas bebe e urina muito e dificilmente se satisfaz.

Finalmente, convém mencionar a raríssima lesão do hipotálamo (um tumor por exemplo), centro da saciedade. Uma perturbação no seu funcionamento pode ser responsável por uma fome imoderada.

Menos convencional e mais frequente, o excesso de consumo alimentar de origem psicológica entra no que se chama obesidade do stress. Um cão com boa saúde pode tornar-se bulímico em resposta ao stress ou a um choque psico-afetivo. Certos casos de obesidade observam-se igualmente nos cães “vítimas” de um exagerado carinho por parte do dono, que se traduz em guloseimas. É certo que, seja qual for o motivo da consulta, o veterinário deve levar em conta sempre o meio que o rodeia, psicológica e afetivamente.


Consequências da obesidade
Risco aumentado em cirurgias – Necessidade de uma maior dose de anestesia e menor visibilidade dos órgãos envolvidos em massa gorda;


Maior pressão sobre o coração, pulmões, rim e articulações – Quase todos os órgãos do cão têm de aumentar o seu ritmo de atividade para manter o maior volume de massa do animal.


Agravamento de doenças articulares, como a artrite – O aumento de peso faz com que o cão tenha de forçar mais as articulações para se poder movimentar. A artrite, que provoca dores intensas, pode-se desenvolver devido ao aumento da pressão sobre joelhos, anca e cotovelos. Esta condição é ainda mais preocupante nas raças de porte grande que são já predispostas a desenvolver displasias.


Desenvolvimento de problemas respiratórios em tempo quente e durante exercício – Num cão obeso os pulmões têm menos espaço para se encherem de ar e têm em contrapartida de aumentar a sua capacidade de captação de oxigênio para fornecer ar ao maior número de células no corpo.


Desenvolvimento de diabetes – Doença sem cura que pode obrigar a injeções diárias e pode levar à cegueira. A incapacidade de produção de insulina para processar os níveis aumentados de açúcar está por detrás do desenvolvimento de diabetes.


Aumento da pressão sanguínea que pode originar problemas cardíacos – O coração é um órgão bastante afetado pela obesidade. O coração tem de aumentar a sua capacidade de distribuição de sangue a muitos mais sítios que se foram criando com a acumulação de massa. Como o sangue tem de percorrer um caminhos mais longos, a força ou pressão com que é bombeado tem de aumentar.


Aumento da probabilidade de desenvolver tumores – Estudos recentes associam o desenvolvimento de cancro, sobretudo mamário ou no sistema urinário, com a obesidade.


Perda de eficácia do sistema imunológico – As doenças virais parecem afetar de forma mais agressiva os cães com excesso de peso.


Problemas gastrointestinais – Diarreia e o aumento da flatulência ocorrem mais frequentemente em cães obesos, situação que não é agradável nem para o cão e nem para o dono.


10 dicas para combater a obesidade

Algumas recomendações simples a este respeito, suficientes para corrigir ou para evitar o excesso de peso, sempre oportuno para outras complicações:


1. Convencer-se do estado de obesidade do seu cão e observar tudo o que o animal come durante o dia.


2. Reduzir 20 a 40 % o valor energético da sua ração (sem diminuir o volume, pois os nutricionistas demonstraram que o cão acostumado a um certo volume de alimentos, tende a mantê-lo, mesmo que a alimentação seja menos energética).


3. Fracionar a ração ao longo do dia (é melhor dar-lhe várias rações pequenas ao longo do dia)


4. Utilizar os alimentos preparados do comércio cuja garantia nutricional é conhecida, ou, melhor ainda, os alimentos dietéticos, vendidos pelos veterinários, especiais para vencer a obesidade. Uma ração especial para cães obesos é fundamental.


5. Dispensar as guloseimas, muitas vezes responsáveis pelas linhas deselegantes: o biscoito pela manhã, o pedacinho de queijo ao meio-dia, a pequena guloseima da noite diante da televisão.


6. Fazer com que beba tanta água quanto seja possível.


7. Impor-lhe um exercício físico regular.


8. Estabelecer um programa preciso de emagrecimento junto com o veterinário que o trata.


9. Comprovar regularmente os progressos obtidos com a ajuda de uma balança e apontar os resultados num diagrama.


10. Uma vez que se encontre em forma, manter um regime de conservação para evitar a recaída (este regime será inferior 10% ao que o cão comia antes de ficar obeso).


O senso comum dos humanos indica que a solução é comer menos. Muitas pessoas dizem que se sentem bem como são e tanto pior se têm uns quilos a mais!


Os nossos cães não conhecem estes estados de ânimo próprios dos donos e portanto devemos evitar-lhe os inconvenientes de uma superalimentação. O único prazer que encontram em comer demais é semelhante ao que podemos encontrar quando nos chateamos. Em casos extremos, a última solução é a hospitalização sob vigilância do veterinário. Ainda não existem casas de saúde para cães.


Dieta para cães obesos
Outras recomendações na luta contra o excesso de peso: pequenas rações ao longo do dia com redução do seu valor energético. Cuidado! Se não toma adequadamente esta medida, existe o perigo de provocar carência. Assim é melhor usar alimentos preparados, que oferecem todas as garantias nutritivas.

Compulsão por coçar, lamber e mastigar



Você está enlouquecendo de tanto ouvir seu cão coçar as orelhas a noite toda? Seu cão já ficou lambendo a pata sem parar? Sua alegria acaba ao ver seu cão mordendo o próprio rabo? Se você acha que fica desconfortável, imagine como seu cão se sente.

As compulsões para coçar, lamber e mastigar são bem comuns em cães e tem uma variedade de causas. Elas também podem ser prejudiciais. Um dos primeiros sinais é que seu cão tem um problema de “mancha vermelha” — uma área vermelha, úmida, irritada que surge do persistente mastigar e lamber. Apesar das manchas vermelhas, ou “dermatite úmida aguda”, poderem ocorrer em qualquer lugar do corpo do seu cão, elas são mais frequentes na cabeça, peito ou quadris. Como os cães ficam incessantemente coçando, lambendo ou mordendo uma área irritada, as manchas podem ficar maiores e virar feridas rapidamente. 



Razões porque os cães coçam, lambem ou mordem compulsivamente

Os cães coçam, lambem ou mordem por uma grande variedade de razões, que vão de alergias, tédio até infestação de parasitas:

• Alergias. Quando a coceira do cão sai do controle, frequentemente é resultado de alergias a comida ou agentes ambientais, incluindo mofo e pólen. Cães também desenvolvem uma irritação na pele chamada dermatite de contato quando convivem com substâncias como pesticidas ou sabão.

• Tédio ou ansiedade. Assim como pessoas ansiosas podem roer as unhas ou torcer os cabelos, os cães podem ter respostas físicas para distúrbios psicológicos também. Na verdade, alguns cães desenvolvem uma doença semelhante ao transtorno obsessivo compulsivo humano. Ele pode se manifestar como coceiras, lambidas ou mordidas que podem causar danos graves.

• Pele seca. Uma variedade de fatores, incluindo tempo frio e deficiências de ácidos graxos, podem ressecar a pele do cachorro. Seu cão pode reagir ao desconforto coçando ou lambendo a pele e o pelo.

• Desequilíbrios hormonais. Se o corpo do seu cão não estiver produzindo hormônios da tiróide suficientes ou eliminando muito cortisol, infecções de pele podem ocorrer. Você pode notar manchas pequenas e vermelhas e seu cão pode coçar ou lamber como se estivesse incomodado por alergias.

• Dor. Ao tentar determinar por que seu cão está lambendo ou mordendo excessivamente, considere a possibilidade de que algo esteja causando desconforto físico. Por exemplo, se você reparar que seu cão morde a pata repetidamente, ele pode ter um espinho ou um pedaço de pedra preso na pata. Morder ou lamber compulsivamente pode ser também uma reação a problemas ortopédicos, incluindo dor nas costas e displasia do quadril.

• Parasitas. Entre as causas mais comuns para a compulsão de lamber, morder ou coçar,estão pulgas , carrapatos, e ácaros. Embora os carrapatos costumem ser visíveis a olho nu, as pulgas só são visíveis se houver grande infestação e os ácaros são microscópicos. Assim, não conclua que seu cão não sofre de parasitas só porque não pode vê-los.

Tratamento para a compulsão para coçar, lamber e mastigar

Por haver muitas razões para a compulsão do cão, verifique antes com o veterinário assim que reparar no problema. O veterinário vai ajudar a descobrir a causa do comportamento e determinar o melhor plano de tratamento. Dependendo da causa, o tratamento pode incluir:

• Eliminação de parasitas. Há uma variedade de produtos para pulgas e carrapatos que seu veterinário pode recomendar. Além disso, se os problemas do seu cão são causados por pulgas, certifique-se de lavar a cama do seu cão e limpar tapetes e estofados regularmente para reduzir a tendência a reinfestação. Você também vai precisar tratar os outros animais da casa.

• Mudança alimentar. Se alergias alimentares estão causando coceiras no seu cão, a eliminação de alimentos desencadeantes (como carne ou trigo) pode fazer uma enorme diferença. Seu veterinário irá recomendar uma dieta especial se parecer que este é o caso. A adição de suplementos de ácidos graxos na alimentação diária de seu cão pode ajudar a resolver problemas de pele seca e manter os pelos saudáveis.

• Uso de medicações. Seu veterinário pode receitar medicações para tratar problemas de fundo contribuindo para a coceira persistente do cachorro. Além disso, o veterinário pode recomendar o uso de antibióticos, esteróides, ou produtos anti-coceira para tratar manchas existentes ou infecções da pele.

• Prevenindo o comportamento. Comportamentos compulsivos podem causar sérios danos e afetar a qualidade de vida do seu cão, por isso é importante fazer o possível para impedi-lo de morder, lamber e coçar demais. Algumas ideias incluem o uso de sprays amargos para desencorajá-lo de lamber, coleiras especiais para impedir o acesso as manchas vermelhas, ou mantê-lo por perto quando você estiver em casa.

• Lidando com ansiedade ou tédio. Em alguns casos, a compulsão se desenvolve como reação ao medo, stress ou estímulos inadequados. Para reduzir essa tendência, certifique-se de que ele receba bastante exercício, atenção e amor. Também pode ser útil treinar o cachorro para mastigar brinquedos e ossos para aliviar o stress como substituição ao comportamento compulsivo.



Seu cão come grama ?



É bastante comum cães comerem grama, e há diversas explicações para este tipo de comportamento. Primeiramente, canídeos selvagens (lobos e raposas, por exemplo) comem qualquer tipo de animal que consigam pegar. 

Uma vez que comem muitos herbívoros (animais que comem plantas), eles acabam comendo muita grama e plantas que ficam nos intestinos destes animais. Além disso, sabe-se que eles comem algumas frutas silvestres e vegetais. 

Por conta disso, cães comem grama porque, na verdade, faz parte de sua dieta natural.

Muitas vezes, cães vomitam logo após comer grama. Eles comem para conseguir vomitar? Ou eles vomitam por terem comido a grama? É um mistério, mas aparentemente cães costumam comer grama quando há algo errado com seu estômago.

A terceira razão é: Eles gostam. Alguns cães parecem preferir certos tipos de grama ou vegetais pelos quais eles vão procurar e então comer. 

Em todo caso, comer grama é um comportamento normal dos cães, e não deve ser motivo de preocupação a menos que eles o façam em excesso.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Fazendo seu cão gostar mais de você





Cães são animais muito leais e inteligentes. É possível criar uma amizade duradoura com eles. Leia as dicas sobre como expressar seu amor por ele e fazê-lo leal a você.

1. Seja coerente. Não há nada mais frustrante do que um dono indeciso. Se você ouvi-lo uivar à noite, vá até lá confortá-lo. Isso cria um vínculo com você.

2. Use comandos de apenas uma palavra, como ‘senta’ e ‘fica’ e mantenha as mesmas palavras. Não use “fica” em um dia e “espere” em outro. Se você ensinar um cachorro a deitar dizendo “pra baixo”, não o ensine a descer do sofá com o mesmo comando. Ele vai pensar que você quer que ele deite. Use “saia”, no lugar disso.

3. Fique satisfeito com seu cão. Quando ele se comportar bem, elogie e recompense.

4. Use um tom de voz amigável. Quando ele fizer algo indesejável, use um tom firme, mas amigável.

 5. Jamais bata no seu cachorro. Demonstrações de agressão apenas ensinam o cachorro a ficar na defensiva e, portanto, agressivo, quando se abusa.

6. Socialize seu cachorro com pessoas e outros cães. Ele aprenderá a ser amigável com ambos, se estiver familiarizado com eles.

7. Garanta que seu cão tenha toda brincadeira, passeios e exercícios que ele precisa. Cães com energia reprimida tendem a se tornar destrutivos ou deprimidos.

8. Faça com que ele entenda seu papel no “bando”. Se você tem crianças, ele deve estar abaixo delas na hierarquia do bando. O dono do cachorro deve ser o “alfa”, o cão deve respeitar o líder. Se o alfa não estiver presente, o cão pode tentar assumir esse papel. Cães precisam fazer parte de um bando pra serem felizes.

9. Dê ao seu cão escapes para stress, tédio ou frustração. Se ele mastiga, dê a ele brinquedos ou bolas. Mas NUNCA dê a ele um osso cru, pois ele pode mastigá-lo e quebrá-lo em partes pequenas e depois se engasgar. Se ele cava, faça pra ele uma “caixa de cavar” (uma moldura de madeira no chão, preenchida com sujeira macia. Isso vai poupar seu quintal!).

Dicas
• Dar guloseimas ao cão como recompensa encoraja o bom comportamento. Procure usar uma variedade de recompensas – não apenas guloseimas, mas brinquedos, atenção, jogos e atividades. Use elogios com uma voz feliz e coçadas nas costas.
• Enquanto ele ainda é um filhote, sempre ponha sua mão na tigela de comida antes que ele fique muito possessivo com ela, e acostume seu cão a presença de pessoas quando ele está comendo. Assim, se houver crianças pequenas por perto elas não terão de se preocupar em ser mordidas na hora da refeição de seu cão. E isso também encoraja o cachorro a partilhar coisas. (PARE de fazer isso se notar qualquer reação negativa, e consulte um profissional em comportamento canino ou treinador.)
• Pode levar algum tempo para um novo cão se acostumar a você. Se eles se escondem, não os perturbe. Eles vão gostar de você em algum momento.
• Cachorros mais velhos PODEM aprender novos truques. Às vezes isso exige um pouco de tempo e de Paciência.
• Como eu disse, não tente manter contato físico se eles não estão acostumados com você. Com o tempo, seu cão ficará mais e mais confortável com você.

Avisos
• Cães podem ter sido machucados pelo dono anterior. Se ficar bravo, eles podem ficar chateados. Leve com tranquilidade, não precisa de correria.
• Cães de abrigos podem levar bastante tempo para confiar em você e aprender coisas novas. Seja paciente. Eles podem ter sido machucados pelo dono anterior. Mostre a eles que podem confiar em você oferecendo tempo, paciência e amor. Nunca bata em um cão. Eles podem morder você.

Castração , mitos e verdades



Castrar um cão ou gato é mais do que uma questão de reprodução: é uma questão de saúde. Castrando o seu animal você está prolongando a vida dele.

A principal doença reprodutiva das cadelas, e o tumor mais comum de cadelas sexualmente intactas, é o tumor de mama. Ele é o segundo tumor mais frequente em cadelas e o terceiro mais comum em gatas. É provado que a sua incidência cai para 0,5% quando a cadela é castrada antes do primeiro cio, mas o efeito da castração na diminuição da incidência deste tumor vai diminuindo com o tempo, sendo que não se altera se a cadela for castrada após o segundo cio. Já nas gatas, a ocorrência de tumor de mama é sete vezes maior em fêmeas não castradas do que naquelas castradas.

Além dos tumores de mama, a castração precoce previne quase todos os outros tumores relacionados ao sistema reprodutor, tanto em machos quanto em fêmeas, assim como outras doenças do sistema reprodutor. Por exemplo, uma doença muito comum em cadelas e gatas, principalmente naquelas que receberam hormônios para evitar o cio, é o Complexo Hiperplasia Endometrial Cística – PIOMETRA, doença que se não for tratada a tempo, ou seja, se não for realizada a retirada do útero, pode levar à morte.
Idéias erradas

Há varias idéias falsas sobre os efeitos prejudiciais da castração nos cães. Conheça os mais comuns:

“Cão castrado é mais propenso a problemas de saúde.”
FALSO: a probabilidade de pegar doenças não aumenta com a castração. Antes pelo contrário: a retirada de útero e dos ovários, ou testículos, acaba com a possibilidade de infecções e tumores naqueles órgãos, e de complicações ligadas à gravidez e ao parto. Sem acasalamentos, as doenças sexualmente transmissíveis deixam de representar risco. Cai a incidência de tumores da mama.

“Acasalar deixa o cão emocionalmente mais estável.”
FALSO: dependendo das disputas, o acasalamento pode até causar instabilidade emocional.

”A fêmea precisa ter crias para manter o equilíbrio emocional.”
FALSO: não há relação entre os dois fatos. O equilíbrio emocional fica completo com a maturidade, que ocorre por volta dos dois anos nos cães não castrados. Se uma cadela se mostrar mais calma e responsável depois da primeira ninhada, é porque amadureceu devido a ter avançado na idade e não porque se tornou mãe.

”A falta de prática sexual causa sofrimento.”
FALSO:o que leva o cão à iniciativa de acasalar é exclusivamente o instinto de procriar, e não o prazer nem a necessidade afetiva. O sofrimento pode atingir machos não castrados. Por exemplo, se vivem com fêmeas e não podem cruzar, ficam mais agitados, agressivos, não comem e perdem peso.

”Castrar reduz a agressividade do cão de guarda.”
FALSO: a agressividade necessária para a guarda é determinada pelos instintos territoriais e de caça e pelo treinamento, sem ser alterada pela castração. A dominância e a disputa sexual criam oportunidades para o cão usar a agressividade que tem, mas não são as causas dela.


Vantagens da castração

É o que garante um estudo feito em cães machos pelo Veterinary Mudical Teaching Hospital, da Universidade da Califórnia, em conjunto com a Small Animal Clinic, da Universidade de Michigan. Bastou a cirurgia ser feita para, em grande parte dos casos, cessar o comportamento indesejado, obtendo-se uma rápida solução. Em outros casos, de maus-hábitos mais arraigados, a correção demorou mais, por exigir também um trabalho de reeducação do cão. No caso das fêmeas, as vantagens já foram citadas, como a significativa redução do desenvolvimento do câncer do aparelho reprodutor (câncer de mama, câncer no útero, câncer nos ovários, piometra). Para os machos, as vantagens são em geral comportamentais. Veja os resultados:

FUGIR – 94% dos casos foram resolvidos, 47% rapidamente.

MONTAR – 67% dos casos foram resolvidos, 50% deles rapidamente.

DEMARCAR TERRITÓRIO – 50% dos casos foram resolvidos, 60% deles rapidamente.

AGREDIR OUTROS MACHOS – 63% dos casos foram resolvidos, 60% deles rapidamente.


Quanto custa para castrar uma cadela? E um cachorro?

Economicamente, a cirurgia em filhotes é muito menos onerosa do que em adultos, pois consome menores quantidades de anestésicos e materiais em geral, sem ainda falar no tempo, pois a cirurgia é muito mais rápida.

Outra vantagem em se castrar filhotes é fazer com que após a adoção, não exista o risco destes animais se reproduzirem e agravarem problema da superpopulação, pois, a maioria dos proprietários não está consciente do problema e deixa seus animais se reproduzirem sem critérios. Quando se trata da fêmea o quadro é ainda pior, pois, muitas vezes o que vemos são os donos matarem os filhotes assim que nascem ou jogá-los na rua para que morram ou sejam adotados, e quando eles sobrevivem acabam se tornando cães vadios, sem dono, passando fome nas ruas e transmitindo doenças para outros animais e mesmo para as pessoas.


Devo castrar antes do primeiro cio?

É sabido que cadelas castradas antes do primeiro cio possuem apenas 0,5% de risco de vir a desenvolver neoplasia mamária, aumentando para 8% e 26% após o primeiro e segundo cio, respectivamente. Ou seja, castrar antes do primeiro cio reduz ainda mais as chances de doenças no futuro.

Alguns alimentos tóxicos para cães




“O que posso dar para o meu cachorro comer?” – Muitos já se fizeram essa pergunta. Parece ser fácil de responder, mas na verdade não é tão fácil assim. Os cães se alimentam de forma diferente e seu organismo funciona diferente dos seres humanos. Não é porque podemos comer algo que não nos faz mal que um cão também pode. Então é bom a gente aprender o que pode fazer mal antes de oferecer para o cão.

As comidas a seguir mostraram-se ser TÓXICAS para os cães. A quantidade suficiente pra fazer mal ao cão vai depender normalmente do tamanho do cão e de quanto ele ingeriu. Como fica difícil prever se seu cão é resistente ou não, a dica é: não dê esses alimentos ao seu cachorro.

 Chocolate
Já falamos disso por aqui. Chocolate contém uma substância altamente tóxica para os cães, a Teobromina. Quanto mais escuro um chocolate é, mais Teobromina contém. Os sintomas de envenenamento aparecem quando o cão comeu acima de 45mg por peso; os cães podem falecer caso ingiram mais de 52mg por quilo. Uma vez que seu cão comeu o chocolate, não tem nenhum método ou antidoto que reverta a overdose de Teobromina.

Café, chá, mate e refrigerantes de cola
A cafeína em alta quantidade é tóxica para os cães. A cafeína costuma ser tóxica acima de 63mg por quilo de peso do cão.

Cebola e alho
A cebola e o alho contêm uma substância chamada dissulfeto de n-propil, que altera a hemoglobina, provocando a destruição de glóbulos vermelhos e causando anemia, icterícia e sangue na urina. Se não for tratado, pode ser fatal. Se for diagnosticado a tempo, essa intoxicação pode ser revertida com transfusão de sangue. Na dúvida, proteja a saúde do seu amigo e não dê.

Uva e uva-passa
Existem alguns casos reportados de cães que sofreram reações tóxicas ou morreram depois de ingerirem uma grande quantidade de uva ou uva-passa. A substância que causa essa intoxicação não foi identificada, mas causa um problema renal no cão.

Macadâmia
Raramente fatal, a ingestão de macadâmias pode causar sérios sintomas, incluindo vômito, tremores, dores abdominais, confusão mental e problema nas juntas.

Batata e pele de batata
Se a pele da batata ou a batata em si está verde, ela contém uma substância chamada solanina. Isso pode ser tóxico, mesmo em pequenas quantidades, então sempre descasque ou retire qualquer parte verde antes de dar ao seu cão.