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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Escolha certo , teste o temperamento do seu futuro filhote




É importante descobrir o temperamento de um filhote antes de levá-lo pra casa, justamente para que percebamos traços de personalidade que não são compatíveis com os nossos. Por exemplo, um cão dominante precisa de um dono experiente, enquanto um filhote com muita energia pode não se adaptar muito bem à um lar com idosos.

Procure fazer uma visita no canil , conhecer os pais do filhote , ambientes que são criados , verificar laudos de doenças , pedigree , etc .
Agora vamos passar alguns testes para complementar essa escolha.

Os teste abaixo devem ser aplicados aos 49 dias de vida do filhote.

Lembre-se: você quer que o filhote de cão cresça com bom temperamento e deseja conviver com ele por muitos anos. Conhecer o temperamento antes de comprá-lo é evitar uma futura decepção

Pré-requisitos: aplique o teste aos 49 dias de vida. É quando o cão está neurologicamente completo e com cérebro de adulto. A cada novo dia as reações estarão mais impregnadas pelo aprendizado anterior. Teste um filhote por vez, em boas condições. Ele deve estar ativo e com boa saúde. Não faça o teste logo depois de ele comer, nem no dia da vacinação e nem no dia seguinte. Aplique o teste na seqüência da tabela abaixo, em local tranqüilo e desconhecido do cão (basta um cômodo ou área com piso não escorregadio, de 4 m2). Além do examinador, que pode ser você ou outra pessoa estranha ao filhote, deve estar presente também o anotador da pontuação, que não pode interferir na atuação do cão. Antes de marcar os pontos, o anotador confirma a avaliação dele com o examinador.

Aplicação: procure não intimidar o filhote. Evite inclinar-se sobre ele, gesticular ou avançar as mãos bruscamente. Fale com suavidade. Ao bater palmas, seja delicado. Se o cão não reagir a você ou demonstrar extremo estresse, afastando a cara e ficando rígido, pode estar estranhando a sua presença. Nesse caso, tente se entrosar com o filhote e reiniciar o teste algum tempo depois.
Avaliação: vale a primeira reação do filhote.

OS TESTES

1 – Chamar  (Atração por pessoas)
Indica: sociabilidade, treinabilidade.
Como fazer: o criador traz o filhote e sai. Fique a cerca de 1,20 metro do cão, agachado. Bata palmas e, falando de forma afetuosa, estimule-o a vir.
Pontuação: o cão vem logo, animado, e: a) salta e morde a mão do examinador = 1 ponto; b) bate com a pata no examinador, lambe a mão = 2; c) não encosta no examinador = 3. O cão: a) vem logo, sem mostrar ânimo = 4; b) vem hesitante = 5; c) não vem = 6 (visando aos próximos testes, deixe o cão cheirar sua mão, acaricie-o e converse com ele de forma encorajadora para despertar-lhe a confiança).

2 – Acompanhar (Seguir a liderança humana)
Indica: independência, interação com humanos, treinabilidade.

Como fazer: aplique após o teste anterior sem interrupção. Levante e se afaste devagar. Fale com o cão, bata palmas e chame-o. Só depois marque os pontos de ambos os testes. Enquanto isso, procure interagir com o filhote.

Pontuação: o cão segue logo, animado, e: a) coloca-se entre os pés do examinador e o morde, atrapalhando a caminhada = 1 ponto; b) coloca-se entre os pés do examinador = 2; c) não se coloca entre os pés do examinador nem encosta nele = 3. O cão: a) segue logo, mostrando submissão = 4; b) segue hesitante = 5; c) não segue ou se afasta = 6.

3 – Restrição (Facilidade de controle sob domínio físico)
Indica: submissão, treinabilidade.

Como fazer: agachado, vire com muita delicadeza o filhote de costas e segure-o com uma mão no peito, sem muita pressão, por até 30 segundos, olhando-o com expressão gentil e tentando estabelecer contato visual, porém sem falar. Observe a reação.

Pontuação: a) o cão se debate muito e morde = 1 ponto; b) debate-se muito = 2; c) debate-se e aceita, sem evitar contato visual com o examinador = 3; d) debate-se pouco e aceita = 4; e) não se debate = 5; f) não se debate e se esforça para evitar contato visual = 6.

4 – Acariciar (Facilidade de controle pelo carinho)
Indica: independência, dominância, aceitação de proximidade de pessoas, treinabilidade.

Como fazer: aplique em seguida ao teste anterior, marque os pontos de ambos depois. Deixe o filhote ficar em pé ou sentar, agache-se ao lado dele e acaricie-o da cabeça à cauda com uma mão. Observe a reação.
Pontuação: a) pula, bate com as patas, morde, rosna = 1 ponto; b) pula, bate com as patas = 2; c) receptivo, roça no examinador e tenta lamber seu rosto = 3; d) muito receptivo, lambe a mão do examinador = 4; e) rola no chão e lambe a mão = 5; f) afasta-se = 6.

5 – Elevação (Facilidade de controle em situação de risco)
Indica: dominância, medo.

Como fazer: mantendo a posição agachada, pegue o filhote com as mãos sob o peito e levante-o cerca de 30 cm, por até 30 segundos.

Pontuação: o cão se debate e: a) morde = 1 ponto; b) não morde = 2; c) aceita, debate-se, aceita, seguidamente = 3. O cão não se debate e fica: a) relaxado = 4; b) tenso = 5; c) paralisado = 6.

6 – Buscar (Vontade de fazer algo pelo dono)
Indica: treinabilidade, interação com humanos, obediência.

Como fazer: ainda agachado, acene com um papel amassado (bolinha) e lance-o cerca de um metro à frente do cão, em local visível, encorajando-o a buscar.

Pontuação: a) o cão pega o papel e se afasta = 1 ponto; b) pega, não traz e não se afasta = 2; c) pega e traz = 3; d) vai até o papel e volta sem ele = 4; e) começa a ir ao papel mas perde o interesse = 5; f) não vai ao papel = 6.

7 – Pressão na pata (Resistência à dor)
Indica: sensibilidade à dor.

Como fazer: continue agachado e aperte de leve, com o polegar e o indicador, os dedos de uma pata dianteira do cão. Aumente aos poucos a pressão e conte mentalmente de um até dez ou pare antes se o cão reagir. Se ele não deixar tocar a pata, pressione a orelha.

Pontuação: total contado a) de 8 a 10 = 1 ponto; b) 6 a 8 = 2 pontos; c) 5 ou 6 = 3 pontos; d) 3 a 5 = 4 pontos, e) 2 a 3 = 5 pontos; f) 1 ou 2 = 6 pontos.

8 – Barulho forte (Reação a sons)
Indica: sensibilidade a ruído, medo.

Como fazer: coloque o filhote no centro da área e fique ao lado dele. O observador, de frente para o filhote e não muito próximo, bate forte uma colher numa panela, ambas de metal, uma única vez.

Pontuação: o cão localiza o som e: a) vai excitado até a origem = 1 ponto; b) vai até a origem, sem excitação = 2; c) não vai, mas mostra curiosidade = 3; d) não vai e não mostra curiosidade = 4; e) encolhe-se, afasta-se e esconde-se = 5. O cão ignora o som = 6.

9 – Perseguir (Reação a algo que se move)
Indica: potencial para perseguir pessoas, animais e objetos em movimento, bem como sensibilidade visual.

Como fazer: ponha o filhote no centro da área. Amarre uma toalhinha na ponta de uma guia e, ficando ao lado dele, lance-a rente ao chão. Puxe-a de volta aos poucos em três vezes e observe a reação que prevalece.

Pontuação:  a) o cão ataca e morde = 1 ponto; b) pega a toalha sem atacar = 2; c) investiga com interesse = 3; d) olha curioso mas não investiga = 4; e) foge ou se esconde = 5. f) ignora = 6.

10 – Pegar de surpresa (Reação a situação inesperada)
Indica: estabilidade, equilíbrio.

Como fazer: a um metro e meio do cão, abra um guarda-chuva e coloque-o no chão para ele investigar.
Pontuação: a) avança e morde = 1 ponto; b) aproxima-se e abocanha sem morder = 2; c) aproxima-se, investiga e não abocanha = 3; d) fica parado e olha = 4; e) afasta-se e esconde-se = 5; f) ignora = 6.

O que significa a pontuação

Em geral, o cão obterá pontuações diferentes no decorrer do teste, com variação pequena e prevalecendo uma delas. Se a variação for grande e o cão não tiver problema de saúde, é possível que ele seja muito instável. Veja o que a prevalência de cada pontuação indica:

Prevalece 1 ponto: cão muito dominante, de difícil controle. Com forte desejo de liderança, não hesitará em lutar por ela, agredir e morder pessoas e outros cães. Só deve ir a um lar muito experiente, e receber treino rotineiro. Não deve conviver com crianças, idosos e outros animais.

Prevalecem 2 pontos: cão dominante, aspira a liderança. De eventual difícil controle, pode morder. Autoconfiante demais e com excesso de energia para crianças, idosos e outros animais. Requer exercício e treino, além de horários rígidos. Donos experientes podem obter ótimo convívio com ele.

Prevalecem 3 pontos: convive bem com pessoas e outros animais. Pode ter muita energia e precisar de muito exercício. Boa opção para um dono que já teve outro cão. Precisa de treino e aprende depressa.
Prevalecem 4 pontos: é o tipo de cão adequado para companhia e a melhor opção para donos de primeira viagem. Não é o guarda ideal por ser submisso demais. Raramente se esforçará para obter uma “promoção” na família. Fácil de treinar e bastante tranqüilo.
Bom para idosos e crianças pequenas, das quais pode até precisar ser protegido.

Prevalecem 5 pontos: muito submisso, medroso e tímido, requer manejo cuidadoso. Tende a se assustar com pessoas, lugares e barulhos estranhos. Até um piso diferente pode incomodá-lo. Quando recebe carinho, na chegada do dono, pode urinar em sinal de submissão. Se encurralado, tenta fugir. não conseguindo, pode morder. Precisa de um lar especial, sem crianças e onde o ambiente não mude muito. Melhor para um casal tranqüilo.

Prevalecem 6 pontos: tão independente que não se apega ao dono. Apesar de pessoas o utilizarem como guarda, não é recomendado pois costuma provocar acidentes.
Pontuação muito irregular: indica temperamento instável, não recomendável em um cão para uma família.

Outras interpretações

O teste Restrição é um dos mais cruciais: indica como o cão reage à liderança humana.
Para crianças: o filhote com prevalência da pontuação 4, e, a seguir, da pontuação 3, será bom com as crianças e se dará bem nos treinos. O filhote que fica relaxado e não se debate durante o teste Elevação será fácil de lidar quando adulto.

Treinabilidade: os mais facilmente treináveis são os com prevalência de pontuação 4 ou 3 ou de ambas, mesmo que tenham baixa sensibilidade ao toque, que pode ser compensada com equipamento adequado de treino. No teste Buscar, o filhote que volta com ou sem o papel está propenso a trabalhar para as pessoas. Pode ter ótimo desempenho em provas de obediência e ser, por exemplo, apto aos treinamentos mais sofisticados, como o de cão para guia de cegos.

Para experts: o cão com pontos repetidos 1 ou 2 precisa de muita liderança e experiência para ser controlado. É o dominante. Especialmente se obteve 1 ponto nos testes Restrição e Elevação.
Guarda: conforme a prevalência de pontuação nos dez testes, o cão demonstrará potencial para um determinado tipo de guarda. Os cincos primeiros testes são os mais importantes, pois avaliam graus de dominância, porém os demais também devem ser levados em conta.
a) casa com adultos inexperientes: prevalência de 4 pontos;
b) casa com adultos experientes e com tempo disponível para dedicar ao cão: prevalência de 3 e 2 pontos;
c) guarda restrita ao uso profissional: prevalência de 2 e 1 pontos. Leigos que ficam com esses cães estão muito sujeitos a provocar acidentes.

Casos especiais: a pontuação 5 no teste Barulho Forte está bastante relacionada a timidez e medo — o melhor para esse cão é um lar calmo e silencioso. Não reagir de forma alguma ao som pode indicar surdez.
Um filhote com muitos 6 e 1, além de independente (ver Prevalecem 6 pontos), pode ser mordedor e, se tiver pontuações 5, pode ter pânico de pessoas.

Pontuação 5 nos testes Pressão na Pata e Barulho Forte indicam um cão que pode se apavorar facilmente e morder por medo em situações estressantes.

Saúde bucal




Se seu cão estivesse com dor de dente, você saberia? Se a gengiva estiver enfraquecida e dolorida, você percebe? Provavelmente não. Saiba reconhecer os primeiros sinais de problemas dentários em cães e veja dicas sobre o que fazer para ajudar a manter em forma os dentes do seu amigo de quatro patas.


1. Entenda a boca do seu cão

Assim como as pessoas, os cães podem quebrar ou fraturar os dentes. E assim como nós, eles também podem sofrer da gengiva. Os cães têm cinco vezes mais chances de desenvolver problemas nas gengivas do que os humanos, por várias razões. Primeiro, os cães têm uma boca alcalina, o que ajuda na formação de placas. Segundo, diferente dos humanos, os cães não costumam escovar os dentes diariamente.
 “A placa é feita de saliva, detritos de alimentos, células mortas da mucosa da boca, bactérias orais e seus subprodutos,” diz Colleen O’Morrow, DVM, membro da Academia de Odontologia Veterinária e dentista veterinário que atende Manitoba, Canada. “Como a placa engrossa pelo fato de não ser escovada diariamente, as bactérias se multiplicam.”

Quando isso acontece, os problemas se multiplicam também. Com o aumento das bactérias, a boca do seu cão mobiliza células para combater a invasão. Essas células mobilizadas se combinam com as bactérias para causar inflamações e destruição do tecido da boca do seu cachorro. Com o avanço da inflamação e destruição do tecido, ocorre destruição dos ossos, o que finalmente leva a perda dos dentes — e muita dor para seu cão.


2. Fique atento: cães raramente mostram sinais de dor de dente

Mesmo com o dente rachado ou doença periodontal que danifica a gengiva ao redor do dente, seu cão provavelmente irá comer como sempre, fazer festa quando você chegar em casa e agir como o mesmo cão que você conhece e ama.

Seu cão pode estar em dor crônica sem que você saiba. Por quê? Os cães evoluíram para esconder dores crônicas. Seu instinto animal é não mostrar sinais de fraqueza.

“Na minha experiência, o sinal número 1 de doença periodontal é não apresentar sinais,” diz Brett Beckman, DVM, FAVD, DAVDC, DAAPM, um dentista veterinário que trabalha na Flórida e na Georgia, nos Estados Unidos.

“O número de pacientes que me procuram por motivo de dor é abaixo de 5%,” diz Beckman, enquanto mais de 80% dos cães têm doença periodontal por volta dos 3 anos de idade. “Quero insistir nesse ponto,” diz Beckman, “quase sempre não há nenhum sinal” de dor de dente.


3. Conheça os principais sintomas de problemas dentários

Porém, assim que um problema dentário está avançado, você pode ver alguns sintomas, incluindo:

• Gengivas vermelhas ou sangrando
• Sangue no brinquedo de morder
• Vocalização quando ele boceja ou come
• Perda de dentes
• Mau hálito
• Caroços ou inchaços na boca
• Saliva viscosa ou com sangue
• Timidez com a cabeça (ele não quer que você toque em sua cabeça)
• Dificuldade para pegar a comida
• Mastigação com apenas um lado da boca
• Corrimento nasal e espirros (gengivite avançada nos dentes caninos superiores pode levar a perda óssea entre a cavidade nasal e oral)

Além disso, fique de olho em dentes escurecidos, quebrados ou soltos. São sinais de que os dentes vão mal. Com frequência, os donos de cachorros atribuem esses sintomas a idade.

Muita coisa pode acontecer na boca de um cão — e todas podem facilmente passar despercebidas. Então o que você pode fazer?


4. Cuide da saúde bucal do seu cão

Cuidar da saúde bucal de um cão é como cuidar da sua. Para manter uma boca saudável, muitos veterinários recomendam:

• Exames orais anuais, raio-x dos dentes, e limpezas feitas com anestesia geral. Um exame oral completo e raios-x são as únicas maneiras que seu veterinário possui para olhar abaixo da linha da gengiva, onde as doenças se escondem. A anestesia geral é necessária para que o veterinário verifique se há bolsões ao redor dos dentes, remover o tártaro acima e abaixo da gengiva e remover tecido morto. Exames e limpezas feitos sem raio-x e anestesia são pouco usados.
• Escovação diária dos dentes. Limpar os dentes do seu cão todos os dias é uma ótima forma de prevenir ou retardar o progresso de doenças orais. Tudo que você precisa é de creme dental para cães (disponíveis em vários sabores, como frutos do mar, baunilha, malte, amendoim, frango, e carne), e uma escova de dentes para cães (escovas para humanos são muito grandes), juntamente com um pouco de paciência e orientação, e você Verifique se há caroços ou inchaços ou em torno da boca do seu cão, especialmente presente qualquer inchaço de um lado e não do outro.poderá manter a boca do seu cão saudável e sem dores. Veja aqui como escovar os dentes do seu cachorro.

• Tempo para Mastigação Diária. Outra maneira de manter a boca do seu cão em forma é dar a ele brinquedos para mastigar todos os dias. Escolha brinquedos duros de borracha ou brinquedos de ossos de couro cru que possam dobrar facilmente. (O couro cru pode causar problemas gastrointestinais se o cão engolir um pedaço grande.) Veterinários também recomendam ficar longe de guloseimas e brinquedos duros como ossos de nylon, couro cru não dobrável, cascos de vaca ou porco, e ossos de animais de todos os tipos, crus ou cozidos. E não use bolas de tênis, cuja superfície abrasiva pode desgatar os dentes do cão enquanto ele mastiga.

• Ração de boa qualidade. Você deve conversar com seu veterinário para saber se uma “dieta dentária” está correta para as necessidades do seu cão. Isso pode significar alimentar seu cão com aditivos que ajudam a evitar o endurecimento da placa ou com alimentos secos que esfregam os dentes enquanto ele mastiga.




5. Examine regularmente os dentes do seu cão

Você não pode querer diagnosticar gengivites ou outros problemas orais sérios na boca do seu cão, mas existem coisas que você pode verificar nos intervalos das limpezas anuais.

• Procure dentes quebrados ou sem cor.
• Verifique o odor da boca, especialmente dentro dos dois primeiros meses após a limpeza.
• Procure por sangramento na tigela de água ou quando o cachorro estiver mordendo um brinquedo.
• Verifique se há caroços ou inchaços ou em torno da boca do seu cão, especialmente inchaços apenas de um lado.
• Fique alerta para um aumento da resistência para escovar os dentes.
• Repare se seu cão está recusando a comida.
• Ouça se ele faz algum resmungo ou choro enquanto come.

Se encontrar algum desses problemas, fale imediatamente com o veterinário. Seu cão pode estar com dor e precisa de cuidados orais com urgência.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A importância do passeio com cães



Você sabia que o tempo ideal de passeio com um cão é entre 40 e 50 minutos? Fique de olho nestas dicas para manter saúde física e psicológica de seu cachorro.

Responda rápido: quanto tempo você gasta por dia passeando com seu cão? Não é preciso muito para perceber que a rotina estressante e a falta de tempo fazem com que a maioria dos donos de cachorros não passeie com seus cães na rua por tempo suficiente ou pense que o espaço que oferece em casa já é o bastante para que o animal se exercite. Porém, o passeio diário é tão fundamental para o cão quanto a boa alimentação, os hábitos de higiene e a ida ao veterinário.

Caminhar diariamente é extremamente positivo para a saúde dos cachorros, sendo um dos fatores de grande influência sobre a expectativa de vida do animal. O passeio permite controlar o peso, aumentar a massa muscular, prevenir problemas nas articulações, controlar o índice glicêmico, ter um bom preparo físico e cardiopulmonar, além de estimular e apurar a audição e do olfato.

Como o cachorro é resistente a variações climáticas, não há porque deixar de fazer a atividade porque está muito frio ou calor. A quantidade de horas de caminhada varia de acordo com raça, idade, tamanho e condições de saúde, devendo ser avaliada por um veterinário.

A necessidade do animal circular fora de casa não é apenas física, o cão precisa de estímulos sensoriais que o tornem psicologicamente estável, mantendo-o sociável e com nível de energia controlado de modo a conseguir respeitar limites.

Os cães que não saem com frequência de casa se sentem ameaçados quando precisam sair, o que pode gerar um comportamento tenso ou agressivo. Quando estão em casa, os animais criados desta maneira podem expressar distúrbios comportamentais, sendo hiperativos, destruidores de objetos, recebendo mal as visitas ou vivendo em depressão contínua.

O que fazer para proporcionar um bom passeio para seu cachorro e deixa-lo feliz e saudável:

Leve um saco plástico para recolher a sujeira do seu cão;
Não passeie com seu cachorro sem a coleira – ele pode sair de maneira imprevisível de perto de você e se acidentar com um carro ou em uma briga com outro animal;
Não dê muita água ou comida antes do passeio para evitar congestões;
Dê preferência aos horários de manhã ou o final da tarde e procure caminhar pela sombra, pois o chão pode estar muito quente e machucar as patas;
Cães de pelos claros precisam de filtro solar;
Dê água durante o passeio;
Mantenha gentilmente a coleira firme, estimulando seu cachorro a andar ao seu lado;
Quando for contar o tempo de caminhada indicado pelo veterinário, desconte os minutos das pausas;
Observe o estado das patas quando chegar em casa e leve ao veterinário caso haja algum problema.
Para quem não tem tempo para passear com o cachorro, existem pessoas e empresas que oferecem este serviço, porém é importante reconhecer que há um vínculo especial quando o animal sabe que vai passear com seu dono e sente que será uma atividade agradável compartilhada. Aproveite a companhia de seu melhor amigo e expresse seu carinho saindo para caminhar com ele!


Coprofagia



Alguns proprietários ficam horrorizados ao descobrirem que seus animais comem as próprias fezes ou a de outros animais. Realmente, para nós humanos esse não é lá um hábito muito bom de se apreciar, mas no reino animal não há qualquer preconceito. Fezes, para os cães, representam apenas alimento processado e se elas tiverem odor interessante e atrativo, não há por que rejeitar.  


Claro que não é todo cão que come fezes, a maioria deles nunca apresentará esse tipo de comportamento, mas é importante entender o por quê de muitos animais agirem assim.

As fezes de outras espécies podem parecer extremamente apetitosas para os cães. Um exemplo disso são os cães saudáveis que adoram ingerir as fezes de gatos. É fácil entender a causa. Os felinos têm uma necessidade de proteína muito maior do que os cães. Por isso, as rações para gatos possuem altos teores proteicos. As fezes dos gatos, portanto, exalam odor de proteína que é altamente atrativa para os cachorros. Cocô de gato, pode ser uma 'iguaria' para muitos cães... E pode fazer mal para eles? Normalmente não, porém os cães podem adquirir vermes se o gato estiver infestado ou com toxoplasmose.

Da mesma forma, quando o cão não consegue digerir bem aquilo que come ou sua dieta possui teores muito altos de proteína, além do necessário ou de sua capacidade de digestão, as fezes apresentarão odor proteico. E isso será um grande estímulo para o cão comê-las. É necessário distinguir se faltam enzimas digestivas ou se a dieta está exagerada em proteínas. Uma forma de descobrir a causa é mudar a ração do animal para outra com menores teores proteicos. Claro que essa mudança só poderá ser prescrita pelo veterinário que atende o cão. Outra alternativa é adicionar enzimas que ajudem na digestão, presentes, por exemplo, no mamão.

Em animais mais jovens, a coprofagia pode estar ligada a problemas comportamentais. Um exemplo disso são os cães duramente repreendidos quando fazem suas necessidades fora do lugar. Para não apanhar, eles ingerem as fezes para esconder a prova do crime. Isso não quer dizer que você não deva repreender seu cãozinho quando ele fizer cocô no lugar errado, mas não exagere na bronca. Há filhotes que comem fezes por simples imitação, quando convivem com outros cãezinhos que têm esse hábito.

Quando a causa da coprofagia é comportamental, existem produtos que podem ser administrados ao animal que fazem com que as fezes se tornem repugnantes para ele. Há aqueles que adicionam pimenta ou outros condimentos às fezes do cão, para que ele seja desestimulado a comê-las. Esse último recurso tem pouca valia, a meu ver.

Antes de tentar instituir qualquer terapia, consulte o veterinário para tentar, junto com ele, determinar a causa exata e instituir o tratamento mais adequado.

*Chocolate é altamente tóxico para cães*




Embora seja um costume muito comum entre os donos compartilhar seus alimentos com o cão da casa, existem algumas situações em que essa prática pode ser perigosa. Os cães não costumam rejeitar nada do que lhes é oferecido e, seja um pedacinho ou um pedação, vão logo abocanhando o que lhes é atirado. Mas certos alimentos que nos parecem tão apetitosos e inocentes, podem causar graves intoxicações nos animais.


O cão, em particular, pode ser afetado por uma guloseima popular e apreciada em todo o mundo: o chocolate.

Constituído por duas substâncias nocivas aos cachorros, a teobromina e a cafeína, o chocolate pode causar graves problemas e até a morte dos cães. A teobromina, encontrada em quantidade muito superior à cafeína nos chocolates, é o maior problema. Leva o animal a quadros de diarreia, vômitos, ingestão exagerada de água, excitação, tremores, taquicardia, febre, respiração acelerada e ataques convulsivos. Todos esses sinais, juntos ou isoladamente, podem começar a aparecer de 6 a 12 horas após a ingestão de chocolate e persistir por até 3 dias.

A quantidade de chocolate necessária para provocar a intoxicação dos cães é muito variável e depende do porte do animal, sensibilidade e até o tipo de chocolate ingerido. Sabe-se que o chocolate amargo possui uma quantidade de teobromina oito vezes maior do que o chocolate ao leite. Embora, como já dito, a dose que causa intoxicação seja variável para cada indivíduo, se um cãozinho de dois quilos ingerir uma barra de 120 g de chocolate ao leite, essa quantidade pode ser letal. Em um cão bem maior, essa mesma dose pode não ser fatal, mas causar problemas gastrointestinais ou neurológicos.

Os chocolates devem ser evitados e, se possível, nunca oferecidos ao cão. Uma vez experimentado o sabor adocicado, o cão vai farejar e consumir toda barra de chocolate que estiver ao seu alcance. E aí está o perigo: a ingestão exagerada e sem controle. Não são poucos os casos de animais intoxicados durante a Páscoa, quando os ovos de chocolate são abundantes e estão bem à vista.

Algumas empresas produzem "chocolates caninos", um produto que possui apenas o aroma do chocolate, sem possuir o princípio ativo tóxico. É uma boa alternativa para satisfazer o cão sem correr riscos.

Cães em condomínio



Atualmente observamos um fenômeno em nossa sociedade, o crescimento vertical das cidades. E sempre nos deparamos com problemas de animais em apartamentos. Possuir um cão, gato ou qualquer outro animal de estimação é um direito de propriedade amparado pela constituição Federal no seu artigo 5o. Portanto, ter um animal de estimação dentro de casa é um direito sagrado de todo indivíduo detentor de cidadania.

Porém, para se viver em coletividade, devemos ter normas de bom senso e para se viver num condomínio, devemos seguir as seguintes regras:

- observar o que prevê a Assembléia de convenção do condomínio;
- sempre que levar o animal para passear, leve pelo elevador de serviço, contido em coleira e guia e, se possível, no colo;
- não deixe o animal latir continuamente após as 22:00hrs, respeite o horário de silêncio;

A lei 4591 de 10 de dezembro de 1964 dispõe "cada unidade é autônoma e sujeita às limitações que impõe" - o artigo 19 complementa que "cada condômino tem o direito de usar e usufruir com exclusividade de sua unidade autônoma segundo suas conveniências e interesses, condicionais às normas de boa vizinhança"

Se houver ameaça de retirada do animal, procure um advogado para orientá-lo. Cada caso é um caso e deve ser analisado. Só não devemos esquecer que a Constituição nos ampara quanto a possuirmos um animal de estimação. Porém, para se ter um animal que não seja um laço de discórdia, mas sim um elo de amizade, respeite as normas de boa vizinhança.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Controlando as pulgas





É muito raro encontrar um animal que ainda não tenha tido pulgas. E 

como é difícil acabar com elas... As pulgas se reproduzem com uma 

velocidade e facilidade incríveis e, se a infestação não for combatida 

logo no início, o problema toma proporções assustadoras. Isso sem 

contar com as doenças causadas pelas pulgas. Para combatermos 

essa praga doméstica, temos que entender bem como elas vivem e 

se reproduzem.
Sem esse conhecimento, há pessoas que chegam a intoxicar seu cão 

ou gato com produtos inseticidas, mas as pulgas continuam vivas.

E como um cão que pega uma pulga na rua pode chegar a ter "1 

milhão" delas em pouco tempo?

Os cães se infestam de pulgas nas ruas. Mas esta, normalmente, é 

uma infestação pequena. Essas pulgas são levadas para casa e lá 

elas vão encontrar muitos locais para fazer a desova (postura dos 

ovos). É importante saber que as pulgas põem seus ovos no 

ambiente e é este o responsável pelas grandes infestações de pulgas 

nos animais. A pulga apenas se alimenta no cão ou gato sugando seu 

sangue. No ambiente, ela coloca ovos que podem permanecer 

viáveis por até um ano! Na presença de calor e umidade (nas 

estações mais quentes, principalmente) esses ovos eclodem, viram 

larvas que se alimentam de poeira e detritos; as larvas 

transformam-se em adultos que atacam os animais em busca de 

alimento. Assim, o pobre animal é apenas o culpado "indireto" por 

uma grande infestação de pulgas. Seu erro foi trazer a pulga para 

casa. O ambiente é o responsável por "produzir" milhares de pulgas 

que tiram o sossego dos animais de estimação e de seus donos.

Sabendo disso, devemos entender que tratar apenas o animal (cão 

ou gato) numa grande infestação é um erro. Você vai matar algumas 

pulgas. A maior quantidade delas está nas frestas do piso, pilhas de 

papéis, tapetes e carpetes, na forma de ovos, larvas ou pulgas 

adultas.

Mas como a casa ficou infestada de pulgas e eu não senti nenhuma 

picada?

A pulga é espécie-específica, ou seja, existem pulgas que atacam 

humanos e outras que picam animais. A pulga de cães e gatos não 

vai atacar as pessoas enquanto ela tiver disponível uma fonte de 

alimento. Assim, quem sofre é o animal. E o processo é tão rápido 

que quando você observa mais atentamente seu amigão por ele 

estar se coçando muito, dezenas de pulgas já podem ser vistas, 

principalmente na região do abdômen (barriga) e em volta do ânus e 

cauda. Grandes infestações de pulga no ambiente fazem com que 

elas, na ausência de alimento suficiente, passem a picar também as 

pessoas da casa.

Resumindo, como as pulgas só atacam os animais, o problema passa 

desapercebido e, quando é descoberto, já tomou grandes proporções 

com a infestação do ambiente.

E como eu vou acabar com essa "praga"?

Já vimos que o problema não é apenas o cão. Para avaliarmos a 

extensão da infestação, faça um teste simples. Dê um banho 

antipulgas no seu animal e procure certificar-se que foram mortas 

todas as pulgas. Após secá-lo bem, solte-o na casa, mas não o leve 

para a rua. Uma hora mais tarde, verifique se o seu cão está com 

pulgas. Considere:
- nenhuma, uma ou duas pulgas foram encontradas: seu cão tinha 

uma pequena infestação e, provavelmente, pegou num passeio. 

Neste caso, o ambiente ainda não está infestado.

- várias pulgas foram encontradas: sua casa possui um ou mais focos 

de pulga. O ambiente tem que ser tratado, assim como o cão.

Sabendo agora o nível de infestação do cão e da casa, tomamos as 

medidas necessárias:
Na casa: dedetização, 2 aplicações com intervalos de 3 a 4 semanas, 

ou uso semanal, no ambiente, de produtos anti-pulgas da linha 

veterinária (consulte o seu veterinário), até acabar com a 

infestação. No caso de optar por uma empresa que faça a 

dedetização, procure retirar o animal do local por 48 horas, no 

mínimo. 
No cão: banhos anti-pulga semanais e aplicação de produtos anti-

pulga tópicos de longa duração, a critério do seu veterinário.

Importante:
 nunca aplique em seu animal produtos que são utilizados na casa 

contra insetos e baratas;
 filhotes, fêmeas gestantes e gatos, não devem ser banhados com 

produtos inseticidas;
 CONSULTE O VETERINÁRIO antes de usar qualquer produto anti-

pulgas; 
 banhos anti-pulgas devem ser dados com o cuidado do animal não 

lamber o produto durante o banho. O mesmo para o uso de talcos. A 

ingestão do produto pode causar intoxicação; 
 animais com ferimentos abertos (feridas ou queimaduras) não 

devem ser tratados com produtos anti-pulgas tópicos (para passar, 

banhar ou aspergir).

É possível prevenir a infestação por pulgas?

O controle da infestação por pulgas se faz através de medidas 

simples:
 banhos antipulgas freqüentes (quando for possível);
 uso de produtos anti-pulgas de longa duração em gotas para aplicar 

topicamente, spray ou por via oral (comprimidos);
 deve-se evitar o uso do carpete em casas que têm animais. Pisos 

"frios" e bem rejuntados, sem frestas, evitam a proliferação das 

pulgas;
 usar produtos antipulgas nas casinhas dos cães periodicamente. 

Tapetes ou cobertores de uso dos animais devem ser lavados com 

freqüência;
 tosar os animais nas épocas mais quentes, para se controlar melhor 

as pulgas e facilitar os banhos; 
 alguns locais como praças, canteiros e jardins, podem ter focos de 

pulgas, por serem freqüentados por muitos animais. Se você 

perceber que o cão volta se coçando dos passeios, evite esses 

locais.

Sempre que seu animal tiver uma infestação de pulgas, você deve 

consultar o seu veterinário para que ele prescreva um vermífugo. As 

pulgas podem transmitir vermes e causar anemia, além de perturbar 

e até mudar, temporariamente, o comportamento do seu animal, que 

vai ficar mais irritado, impaciente e exausto de tanto se coçar. 

Alguns cães chegam até a se mutilar, causando ferimentos graves 

pela coceira, além de poder causar doenças.